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title: e-Book - Gestão 30 pontos MOB
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# **GESTÃO DE CUSTOS NO TRANSPORTE POR ÔNIBUS**

# 30 PONTOS DE ATENÇÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os custos de transporte por ônibus, assim como integração com outros modais paga pelo usuário final, não cobrem todos os gastos necessários para a operação de transporte. Por isso é tão importante falar sobre **gestão de custos neste setor**. O Poder Público no Brasil é o responsável pela determinação e reajuste da chamada tarifa pública - aquela paga pelo cidadão ao utilizar o sistema de transporte coletivo público, qualquer que seja. Nesse sentido, sabemos que o transporte público sobre pneus é realizado por empresas privadas, que disputam mediante licitação as linhas e trajetos estipulados pela prefeitura, por meio de sua **Secretaria de Mobilidade**. 

 

Como funciona o **processo de licitação?**

 

A **licitante vencedora** assume algumas responsabilidades básicas pelo serviço, como por exemplo: 

- Disponibilidade dos ônibus;
- Oferta de ônibus na maior parte do tempo;
- Frota de última geração, equipada conforme especificações do contrato;
- Etc.

 

Em contrapartida, para suprir os custos operacionais, a **prefeitura de sua cidade** se compromete a arcar os valores excedentes. Estes valores são supridos pelos seguintes meios:

- Estacionamentos públicos;
- Impostos sobre combustível;
- Publicidade;
- Pedágio Urbano;
- Etc.

Isso, inclusive, é um método de garantir a qualidade do serviço, sem sacrificar o bolso de milhões de usuários e empresas, uma vez que estas últimas oferecem vale-transporte aos seus funcionários, na maioria dos casos.

 

Assim, uma empresa de transporte, independentemente do seu tamanho, tem uma série de custos fixos e variáveis que devem, obrigatoriamente, ser cobertos pelo preço da passagem pago pelo usuário. E não são poucos!

 

Aqui, reunimos quais são os [**custos de transporte**](https://blog.praxio.com.br/5-dicas-para-a-empresa-de-transporte-que-deseja-reduzir-custos/) por ônibus e como sua empresa pode gerenciar o financeiro de maneira inteligente, para terminar o mês no azul, sem deixar nenhum controle para trás. 

 

Dados operacionais na **gestão de frota**

 

Os custos no transporte público por ônibus, em linhas gerais, têm a ver com todas as despesas fixas e variáveis oneradas em toda empresa de transporte, que possibilita a sua operação comercial trivial.

Segundo [**o relatório “Custos dos Serviços de Transporte Público Por Ônibus”, publicado em 2017 pela Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP)**](http://files.antp.org.br/2017/8/21/1.-metodo-de-calculo--final-impresso.pdf), existem diversos custos fixos e variáveis que dão o norteamento para o preço da tarifa no Brasil.

 

**1. Passageiro**

 

**2. Quilometragem programada (KP)**

 

Embora os custos no transporte por ônibus sejam divididos entre os passageiros, o número total de pessoas transportadas não corresponde ao número de passageiros pagantes. Isto é, existem usuários que têm direito à gratuidade ou meia tarifa no transporte (idosos, pessoas com deficiência e estudantes de baixa renda, etc.)

Portanto é importante observar entre os passageiros qual a quantidade de passageiros transportados (PT) e dentre esses quais são os passageiros que de fato contribuem para os gastos da empresa de transportes, sendo esses chamados de “passageiros equivalentes” (PE).

Sendo assim, identificando o número de passageiros equivalentes, o gestor consegue também identificar a média aritmética para o período analisado.

 

Para se ter melhor controle sobre os custos de transporte por ônibus, é necessário também conhecer a quilometragem programada para a frota em determinado período de tempo. Isto é, a projeção da quilometragem corrobora com futuras análises de rendimento e performance da empresa.

A quilometragem mensal é calculada multiplicando-se a extensão por linha, pelo número de viagens programadas. Entretanto, é preciso atentar-se ao número de dias úteis, feriados e domingos, quando o número de passageiros é expressivamente diferente.

Ao chegar a esse resultado, deve-se somar ainda a “quilometragem improdutiva”, como é chamada a quilometragem percorrida sem o transporte de passageiros. Porém, caso as viagens sejam computadas considerando ida e volta, a extensão da linha precisa necessariamente ser a soma dos percursos em ambos os sentidos.

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